Isso não é uma crítica, é um (des)ensaio

O labor em 1936,
o labor em 2026

Como ousamos crer, na arrogância da nossa juventude na história humana, que fomos os primeiros a abordar qualquer assunto? Dar nome é uma coisa, mas observar e questionar é de sempre. É a partir de uma crise de burnout que a história se desenrola em ritmo certeiro, acompanhando a jornada do casal em busca das promessas de um trabalho digno.

Um pote de anfetamina
depois do arco-íris

1939 foi um ano canônico para Hollywood. Produções inovadoras, tanto em linguagem quanto em estética, estabeleceram novos padrões para lançamentos futuros na indústria. Filmes que viriam a ser grandes clássicos, como … E o Vento Levou, As Mulheres e Morro dos Ventos Uivantes, dividiram o cartaz o ano inteiro. Nesta toada, um poderoso lampejo de cor cruzou o showbiz: O Mágico de Oz revolucionou o ramo dos musicais e do cinema em cores.

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O trauma contra a ultraviolência

Linguagem técnica não tenho para falar de cinema. Me resigno a dizer que o jogo abrupto de cenas, pulando de um indefeso Alex no leito da enfermaria para um close-up de suas pálpebras presas por ganchos, num corte seco, é elegante e aterrador na medida certa. É representação gráfica de tortura — inclusive, McDowell afirmou que a sensação foi real —, mas guarda seu verniz.